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PrintImprimir | Enviado por Carlos Geilson - 21.12.2018 | 15h42
 
Caso Coaf

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro falta a depoimento pela 2ª vez

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro falta a depoimento pela 2ª vez

O ex-motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício José Carlos Queiroz, faltou pela segunda vez a um depoimento marcado na sede do Ministério Público Estadual do Rio (MP-RJ). A oitiva estava programada para a tarde desta sexta-feira (21).

O depoimento dele estava previsto para quarta-feira (19), mas, segundo os advogados, Fabrício teve uma “inesperada crise de saúde”. Segundo a defesa do ex-assessor, não houve tempo hábil para analisar os autos da investigação. Eles solicitaram cópias dos documentos. Nesta sexta, segundo o MP, o advogado do investigado compareceu à sede do MPRJ, às 14h, para informar que seu cliente “precisou ser internado na data de hoje, para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, através dos respectivos laudos médicos”. A defesa se comprometeu a apresentar os referidos laudos até o dia 28.

O MPRJ afirmou ainda que dando prosseguimento às investigações será enviado oficio ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) sugerindo o comparecimento do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro, no dia 10, para que preste esclarecimentos acerca dos fatos.

Flávio Bolsonaro vinha dizendo que não tinha o que comentar sobre o assunto e que quem deveria responder é seu ex-motorista. Outras diligências, segundo o MP, serão realizadas, incluindo a oitiva dos familiares do investigado Fabrício Queiroz, no dia 8, e dos assessores da ALERJ, em data a ser designada.

"Por fim, o MPRJ esclarece que alguns parlamentares citados no relatório do COAF procuraram, voluntariamente, a instituição para manifestar interesse em apresentar seus esclarecimentos", acrescentou o órgão. O nome de Fabrício Queiroz aparece em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) anexado à investigação que resultou na Operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Segundo as informações do documento, o ex-motorista movimentou R$ 1,2 milhão em uma conta bancária durante um ano. Na época, o então assessor, que também é policial militar, recebia salário de R$ 23 mil por mês. As transações foram consideradas atípicas e por isso aparecem no relatório. Queiroz recebia da Assembleia Legislativa um salário de R$ 8.517 e acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar. Ele foi exonerado do gabinete de Flávio na Alerj em outubro.

O documento também aponta que Queiroz repassou R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro, futura primeira-dama. Sobre este pagamento, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que era a quitação de um empréstimo de R$ 40 mil feito por ele ao ex-motorista. O ex-assessor foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro em outubro e ganhava R$ 23 mil por mês. Ele era motorista de Flávio Bolsonaro e também tinha vínculo com a Polícia Militar.

O deputado Flávio Bolsonaro, que se elegeu senador este ano e não é investigado, afirma que não fez "nada de errado" e que espera que o caso seja esclarecido.

 
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