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PrintImprimir | Enviado por Carlos Geilson - 22.3.2019 | 9h30
 
Brasil

Justiça determina que Vale suspenda mineração em área de barragem Dique III

A Justiça de Nova Lima (MG) determinou que a Vale suspenda a operação das atividades de minério de ferro relacionadas à barragem Dique III, enquanto a empresa não demonstrada a integral estabilidade e segurança da estrutura, de acordo com decisão judicial vista pela Reuters nesta quinta-feira. Pela decisão de quarta-feira, a Vale deverá se abster de praticar qualquer atividade na barragem da Mina Abóboras (Complexo Vargem Grande, situado na Serra da Moeda), nas proximidades dos municípios de Rio Acima e Nova Lima, exceto medidas emergenciais eventualmente necessárias. A decisão judicial, que atendeu ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais, complica ainda mais a situação do Complexo de Vargem Grande, cujas operações já haviam sido suspensas por decisão da Agência Nacional de Mineração (ANM) há cerca de um mês. Em 20 de fevereiro, a Vale informou que a autarquia determinou, de forma preventiva, a suspensão imediata das atividades dos complexos de Fábrica e de Vargem Grande, para evitar eventuais gatilhos para liquefação das barragens Forquilha I, Forquilha II, Forquilha III, Grupo e Vargem Grande. Na ocasião, a Vale informou que atendeu imediatamente a determinação. Procurada nesta quinta-feira, a Vale não respondeu de imediato a um pedido de comentários sobre Dique III. A Vale vem sendo levada a interromper diversas operações, por decisão própria ou de autoridades, desde o rompimento mortal de uma de suas barragens em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro, que deixou mais de 300 mortos. Mais de 90 milhões de toneladas de capacidade produtiva de minério de ferro estão paralisadas em Minas Gerias, como desdobramento do desastre de janeiro. Nesta semana, a Justiça determinou o retorno da maior mina da Vale no Estado, com 30 milhões de toneladas/ano de capacidade, com a condição de que o governo dê as devidas autorizações para isso ocorrer. Caso isso ocorra, a Vale reduziria sua capacidade suspensa para pouco mais de 60 milhões de toneladas/ano. Nesta quinta-feira, o governo de Minas Gerais informou que o certificado de autorização para Brucutu já está pronto para que a mineradora o retire. Os contratos futuros do minério de ferro na China tiveram leve queda nesta quinta-feira, por expectativas do retorno das operações de Brucutu.

 
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