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PrintImprimir | Enviado por Carlos Geilson - 14.2.2020 | 9h05
 
Mundo

Jornalista brasileiro é morto a tiros no Paraguai

Jornalista brasileiro é morto a tiros no Paraguai

Um jornalista brasileiro foi morto a tiros por 12 homens armados que invadiram sua casa na cidade de Pedro Juan Caballero, 550 km a nordeste de Assunção, na fronteira com o Brasil, informou a polícia. O assessor de imprensa Leo Veras, influente na área da comunicação na fronteira, tentou fugir dos criminosos que corriam no quintal de sua casa, mas recebeu 11 tiros nas costas e um na cabeça, disse o procurador Marco Amarilla. "Foi esse o tiro que o acertou para matar", explicou.

Veras, que trabalhou em várias mídias digitais, tinha 15 anos de residência no Paraguai, com esposa e filhos paraguaios.
 
A Associação Interamericana de Imprensa (SIP) condenou o incidente em uma declaração e solicitou às autoridades do Paraguai e do Brasil "que trabalhem de maneira coordenada, exaustiva e urgente para descobrir a verdade, julgar e condenar os assassinos".
 
Os assassinos agiram com o rosto escondido por balaclavas e escaparam em uma van que os esperava, disse o comissário da área, que chegou ao local do crime, Rodolfo Núñez. O ataque ocorreu na presença de sua esposa, de um filho do casal e do sogro de Veras. "Por suas características, é um crime encomendado", disse o procurador Amarilla.
 
Leo Veras é o décimo oitavo jornalista morto no estilo do crime organizado desde o início da etapa democrática no Paraguai, 31 anos atrás.
 
Em janeiro passado, na mesma cidade de fronteira, onde ocorrem cerca de cem mortes entre gangues, 76 presos escaparam por um túnel da prisão local, 40 deles de nacionalidade brasileira.
 
"O crime organizado permeou todas as instituições", disse o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, acrescentando que há políticos, policiais e jornalistas a seu serviço.
 
Além do narcotráfico, o crime violento por meio de ajustes nas contas, a contratação de assassinos de aluguel e o confronto entre quadrilhas formadas por paraguaios e brasileiros têm aumentado acentuadamente e atingiu a segurança penitenciária, admitiu a ministra da Justiça paraguaia, Cecilia Pérez.
 
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