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PrintImprimir | Enviado por Carlos Geilson - 4.5.2020 | 11h42
 
Mundo

Criador do Zoom fica US$ 4 bi mais rico durante a pandemia

Criador do Zoom fica US$ 4 bi mais rico durante a pandemia

A ideia surgiu como opção criativa para não ter que enfrentar uma viagem de dez horas de trem para visitar a namorada. Em 1987, Eric Yuan era um estudante de matemática aplicada da universidade chinesa de Shandong e buscava uma maneira mais fácil de interagir com a garota por quem estava apaixonado.

O conceito virou produto somente 24 anos depois, em meados de 2011, mas o programa de voz, vídeo e — agora sabemos — reuniões e festas online renderam ao empresário um casamento, três filhos e seu rosto estampado pela primeira vez na lista de bilionários da revista Forbes.
 
Eric Yuan é o fundador da empresa de videoconferência Zoom, que se popularizou durante a pandemia do coronavírus por permitir reuniões de até 500 pessoas em meio a regras de distanciamento social. Se antes da quarentena o Zoom tinha cerca de 10 milhões de participações em reuniões por dia, hoje são 300 milhões, mesmo com as ameaças de ataques virtuais que colocaram em risco a privacidade dos usuários.
 
A fortuna de Yuan acompanhou a escalada de acessos. Aos 49 anos, quase metade deles vividos nos Estados Unidos, o chinês viu seu patrimônio chegar a US$ 7,8 bilhões (quase R$ 45 bilhões) em 2020 – US$ 4 bilhões (R$ 22 bilhões) somente nos três primeiros meses do ano.
 
Em dois meses, as ações do Zoom subiram 50% – enquanto as bolsas derretiam em meio à crise. A empresa, que valia US$ 29 bilhões (R$ 159 bilhões) antes da pandemia, passou a ser cotada em US$ 44 bilhões (R$ 241 bilhões). 
“Sinto que foi da noite para o dia, em todos os países todo mundo percebeu que precisava de uma ferramenta como o Zoom para se conectar”, disse Yuan à Forbes. “Dessa perspectiva, estamos muito orgulhosos. Vimos que com o que estamos fazendo aqui podemos contribuir um pouco para o mundo.”
 
Mas nem sempre foi assim. Nascido na província de Shandong, no leste da China, o filho de engenheiros de mineração teve seu visto negado oito vezes até entrar nos EUA. Antes de viver o sonho americano, fez mestrado em engenharia na China e, depois, trabalhou por quatro anos no Japão, onde ouviu uma palestra do Bill Gates, fundador da Microsoft, que o inspirou a tentar a vida no Vale do Silício.
 
Sem falar inglês, chegou à Califórnia em 1997, aos 27 anos, e trabalhou em uma empresa de tecnologia que mais tarde foi comprada pela Cisco Systems. Em 2011, apresentou o projeto de teleconferência que funcionaria inclusive via celular para a Cisco e, diante da negativa da empresa, entregou o cargo de vice-presidente de engenharia para investir no próprio negócio.
 
Demorou para encontrar investidores, pediu dinheiro emprestado a amigos e familiares, e mandava email para cada usuário que cancelava o serviço. Dizia que era a melhor forma de aprimorar a plataforma. Desde que estreou na bolsa digital Nasdaq, há um ano, o Zoom conseguiu melhor desempenho na categoria software em nuvem do que suas concorrentes, Microsoft e Cisco Systems, com pico nos últimos três meses. (Folha de S.Paulo)
 
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